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Notícias
Preços das casas disparam, mas Banco de Portugal afasta cenário de bolha
06-10-2017
FotoFonte: www.idealista.pt

 

Numa altura em que os preços das casas estão a aumentar – em determinadas zonas estão a subir de forma perigosa – e que se começa a discutir se há o risco de se criar uma bolha imobiliária no mercado nacional, o Banco de Portugal (BdP) veio descartar essa hipótese e confirmar, no boletim económico de outubro,  que por enquanto não há razões para alarme.

O BdP nota que o investimento em habitação tem vindo a aumentar, tal como os preços, que subiram 7,9% no primeiro semestre de 2017. O desemprego desceu, o montante dos novos empréstimos para a compra de casa atingiu máximos e os juros estão (historicamente) baixos. Parecem estar reunidas, de facto, as condições ideais para um cenário de bolha imobiliária, mas a verdade é que há um pormenor que poderá evitar que a história se repita. É que segundo a entidade, grande parte dos capitais são próprios e vêm de fora.

Maioria do capital é estrangeiro

A instituição admite que o aumento de 7,9% é significativo, mas esclarece que para “a aceleração dos preços da habitação está a contribuir em parte o aumento da procura por não residentes”, pode ler-se no boletim. O que significa que a maioria das transações representa uma injeção de capital estrangeiro, isto é, um conjunto de capitais que tem permitido reabilitar o imobiliário, criar mais emprego, colocar casas no Alojamento Local, disponibilizar arrendamentos.

“A tendência mais recente de reafectação da carteira de investimento que se verifica à escala europeia, juntamente com a existência de outros incentivos, nomeadamente ao nível fiscal, podem justificar o aumento da procura por parte de não residentes,” explica o BdP.

Com a inflação e os juros tão baixos, “este tipo de investimento tem-se tornado mais apelativo, refletindo o aumento da sua taxa de rendibilidade relativamente a outros investimentos de longo prazo, nomeadamente de menor risco,” lê-se no documento.

Ainda que o investimento em habitação tenha crescido bem acima do ritmo da atividade económica, a exposição ao risco não acontece – por enquanto –, já que este aumento não está a ser financiado excessivamente por crédito bancário. 

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