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Grande Porto precisa de 15 mil casas novas para a classe média
15-07-2018
FotoFonte: https://www.dinheirovivo.pt/economia/grande-porto-precisa-de-15-mil-casas-novas-para-a-classe-media/

Porto, Gaia, Matosinhos e Maia têm em processo de licenciamento 823 novos projetos. São mais de quatro mil fogos

Há uma “necessidade urgente” de casas no país e o Grande Porto não escapa a esta evidência. São perto de 15 mil habitações que estão em falta na região para suprir as necessidades da classe média e dos jovens, aponta Luís Lima, presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP). Reis Campos, presidente da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN), reconhece a lacuna no mercado e espera que o próximo ano traga o equilíbrio entre a oferta e a procura.

A banca já dá sinais de confiança no setor da construção, que caiu bem fundo nos anos da crise. Segundo dados do Confidencial Imobiliário/ADENE- Agência para a Energia, contabilizavam-se 4113 fogos em processo de licenciamento no Porto, Gaia, Matosinhos e Maia, que correspondem a 823 projetos residenciais (dados de 2017). A Invicta lidera este fluxo, com 374 empreendimentos, que totalizam 2926 habitações, em fase de licenciamento. Contudo, os números revelam que 1777 desses fogos têm uma tipologia T1 ou inferior, e quase metade serão na união de freguesias do centro da cidade. Um volume reduzido face às necessidades e que dificilmente se destina a famílias e a jovens.

“Temos vivido muito à custa do alojamento local e do investimento” e “as casas ficaram demasiado caras”, sublinha Luís Lima. Como realça, a renda de um T1 no Porto ronda os 600/650 euros e um jovem em início de carreira não tem meios financeiros para custear esses valores. A reabilitação está no centro e nessa zona os preços chegam aos cinco e seis mil euros o metro quadrado. O responsável aponta Paranhos e Campanhã, onde há bolsas de terrenos, como possíveis soluções para o desenvolvimento de empreendimentos habitacionais a preços para portugueses que, na sua opinião, devem rondar os 100 mil euros para um T1 (renda de 350 euros) e 120 mil para um T2 (aluguer de 450 euros). Luís Lima defende que os incentivos que estão a ser canalizados para a reabilitação urbana devem ser usados para “impulsionar a habitação na cidade” e não no centro, zona de eleição para o investimento estrangeiro.

“Isto não pode continuar assim”, “90% dos projetos são para a classe alta”, onde os promotores ganham mais dinheiro, diz. “Ninguém tem coragem de investir, mas a necessidade é de tal forma que é um investimento seguro”, sublinha. No Porto, Gaia, Matosinhos e Maia contabilizam-se menos de duas mil casas para famílias em processo de licenciamento, ou seja, com tipologias entre o T2 e o T4, com a Invicta a chamar a si a construção de metade. 20 mil casas neste ano Reis Campos reconhece que o mercado nacional apresenta uma lacuna da ordem das 60/70 mil casas, mas está otimista quanto à evolução do setor, agora que a banca finalmente olha para a construção com novos olhos. Segundo adianta, havia 6128 fogos em construção no país até abril deste ano e, em 2017, construíram-se 14 120 novas casas.

O presidente da AICCOPN realça que, entre 2011 e até 2015 – período de forte quebra do setor -, edificaram-se cerca de sete mil fogos por ano. Reis Campos estima que vão ser construídos 20 mil fogos no país até ao fim de 2018. Ainda assim, “só para o ano estaremos em condições de responder às necessidades do mercado”, diz. Na sua opinião, o setor da construção foi muito penalizado nos últimos anos, “não havia ninguém para financiar, o crédito era praticamente negado”, recorda.

Com o advento do turismo e as taxas de juro baixas, o imobiliário entrou em ciclo ascendente e a banca está agora a encarar a construção de forma positiva. Só “no início deste ano é que começou a haver financiamento”, assegura. Reis Campos frisa que nesta área nada é automático, entre terreno, projeto, licenciamento e construção podem passar mais de dois anos.

Diabolização Luís Lima chama a atenção para o fenómeno da “diabolização do imobiliário para estrangeiros”, sublinhando que se pode “estar a matar a galinha dos ovos de ouro”. A escala dos preços das habitações também não é um fator sustentável para estes investidores, que optam por Portugal também pelo preço, que “é seguramente um fator de atração”. Para Reis Campos, “essa situação está a esbater-se.

À medida que se começam a construir noutras localizações, o sistema vai equilibrar-se e os preços estabilizam”.

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