Os números falam por si. Mesmo com os preços a subir o imobiliário português é, comparativamente à Europa, um dos mais baratos que se oferecem aos investidores, nacionais e estrangeiros. Isto sem esquecer que somos dos paises mais seguros do Mundo, mais hospitaleiros, de clima mais ameno e equilibrado, com uma invejável percentagem de dias de Sol/ano, e temos uma construcão de elevada qualidade.

Temos cidades com história, algumas com mais história que a do próprio país com os seus quase nove séculos de existência no nosso actual território no continente europeu, temos tradições unicas em muitas das artes dos povos, uma gastronomia de alma mediterrânica, uma diversificada e reconhecida vitivinicultura, temos rios navegáveis, temos rios de águas limpas e temos muito mar.

Mesmo assim, o nosso imobiliário, seja o novo, seja o que se renovou ou pode renovar pela reabilitação urbana de qualidade, oferece-se a preços sem paralelo, que se valorizarão de forma constante, numa valorização que cresce sem que este crescimento possa contribuir para as perigosas bolhas de preços.

Na verdade, a capacidade do imobiliário português como destino para investimentos certos e seguros continua a ser uma realidade indesmentível, com vantagens altamente competitivas face a outros mercados imobiliários e não apenas por sermos um povo acolhedor e poliglota que vive num país que a Sul recebe 3300 horas de Sol / ano e a Norte 1600.

Além dos preços favoráveis, continuamos a estar na linha da frente dos países que acolhem em segurança os estrangeiros que nos visitam ou que aqui pensam residir.  Portugal continua a ser um dos melhores países para comprar casa, até pela facilidade em obter autorização de residência. Isto torna-nos mais atrativos do que muitos outros, desde que isso seja conhecido.

Portugal, é bom recordar, país onde a modernidade convive com a tradição, foi o único país europeu a ficar de fora do rol de países que o Governo dos EUA elaborou, no rescaldo do 11 de Setembro, como sendo territórios passíveis de acolher manifestações hostis contra cidadãos norte-americanos.

Voltando aos preços, reconhecemos que os imóveis em Portugal têm vindo a aumentar nos últimos três anos, mas, mesmo assim, continuamos a ser um dos países europeus com preços de habitação mais baixos, ocupando a 30ª posição num universo de 38 países para os preços de habitações mais altos.

Portugal subiu cinco posições na tabela entre 2013 a 2015, mas ainda continua longe de estar entre os países mais caros.  A valorização dos preços é justa e reflete a credibilidade e a qualidade da oferta do mercado imobiliário português, mas mesmo aumentando é ainda muito competitivo.

Hoje, o preço médio por metro quadrado de imóvel com cerca de 120 metros quadrados, localizados nos centros das principais cidades portuguesas não chega a 2000 mil euros. Noutras latitudes europeias, como o Mónaco, a França ou o Reino Unido esse valor médio ultrapassa os 25.575 euros. Mais do que doze vezes mais do preço em Portugal.

Luís Lima
Presidente da CIMLOP
presidente@cimlop.com

Publicado no dia 18 de Julho de 2016 no Jornal i

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