Nos ecos de uma recente ação de promoção do Turismo Residencial, realizada em Londres com o apoio do Governo e com a presença do Senhor Secretário de Estado do Turismo, chegou a boa notícia de que o Turismo de Portugal possui mais de um milhão de euros para a promoção do imobiliário turístico no estrangeiro, um apoio fundamental para relançar este sector num quadro recuperação da nossa Economia. 
 
Estou esperançado que este importante apoio não se limite ao Turismo Residencial de elite e possa alargar-se, num outro quadro de parcerias e de trabalho em rede, a outras ofertas igualmente válidas. Na verdade o turismo de elevada qualidade só poderá conhecer sucesso se, paralelamente, houver um crescimento económico para o qual outras ofertas turísticas são igualmente importantes. 
 
As maiores economias emergentes, de que o Brasil é um exemplo, têm vindo a afirmar-se como tal consolidando e fazendo aumentar a classe média e, com ela, um nível médio superior de consumo que, entre nós no plano interno e externo, neste início do segundo século do Turismo português, também passa por uma oferta que não se esgota na dos grandes empreendimentos mais luxuosos.
 
Numa ação que contempla alargadas parcerias empresariais, o Imobiliário e o Turismo portugueses vão estar presentes em Paris, num salão que a Câmara do Comércio e da Indústria Franco Portuguesa (CCIFP) organiza já na próxima semana, ancorado na AIP – Feiras Congressos e Eventos e com o apoio da Associação de Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), que aliás mobilizou uma das maiores embaixadas empresariais de sempre. Este esforço para promover o Turismo merece, a meu ver, ter apoios semelhantes aos da promoção de Londres e é minha convicção que tal acontecerá.
 
Acresce que o modelo das parcerias alargadas, da inclusão por oposição à exclusão, dos trabalhos em rede, tem dado frutos muito mais significativos do que tentativas idênticas levadas a cabo sob forma isolada. A consciencialização da importância destas sinergias já foi inclusivamente adquirida pelo sistema financeiro, mesmo quando uma certa tentação de se substituir às imobiliárias chegou a ser forte.
 
O que deve unir, é a vontade de criar condições para que o Imobiliário, seja no Turismo Residencial de raiz, seja na Reabilitação Urbana que se destina também ao turismo ou a relançar o mercado do Arrendamento Urbano como alternativa ao da compra e venda de casas para habitação, reassuma a sua vocação de pilar da Economia com efeitos muito positivos até na recuperação de muito emprego perdido no sector, nomeadamente de portugueses, pela idade e pela formação, com dificuldade em encontrar alternativas noutros sectores.
 
A APEMIP está, como sempre, disponível para trabalhar em conjunto através de parcerias e sinergias. Este foi, aliás, um dos motivos pelo qual assinou o protocolo “Living in Portugal”, por estar convicta de que as ações de promoção do imobiliário turístico seriam feitas em parceria, em Londres, em Paris, na China, em África ou no Brasil. Onde quer que se promova o Portugal, o Imobiliário e o Turismo não podem divorciar-se e agir de costas voltadas. 
 
Luís Lima
Presidente da APEMIP
luislima@apemip.pt

Publicado no dia 07 de maio de 2014 no Público

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