Num Algarve que continua a ser um destino turístico de excelência, tão ou mais luminoso do que outros destinos do Mediterrâneo mais concorrente, como o disse há seis anos, em pleno coração algarvio, num Algarve onde o cruzamento entre o mercado imobiliário e o turismo residencial foi pioneiro em Portugal, a Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), a que presido, volta a organizar, no próximo dia 21 de Agosto, um seminário nacional subordinado ao tema “Imobiliário e Turismo, uma parceria estratégica”, elegendo de novo a FATACIL para palco da rentrée.

Será no Auditório Municipal de Lagoa e nesta mediática feira empresarial do Algarve, um espaço já com história onde as duas indústrias, do Turismo e do Imobiliário, também cruzam-se com a Terra e com o Mar de uma feira – a FATACIL – que é muito mais do que uma feira comercial, industrial e agrícola. Do nosso promontório continental mais a Sul, a partir do aqui desenhamos vários ciclos do nosso desenvolvimento, desde que nos lançamos na aventura das rotas comerciais da Índia e do Oriente, deste lugar ao Sul continuamos a olhar para Suão, de onde vem o vento quente e a direcção para onde olhamos quando olhamos em direcção ao Brasil, com a África sempre a bombordo.

Gosto desta imagem do bombordo, ou do chamado lado bom que é, como se sabe, o lado esquerdo das naus quando navegam para Sul, no Atlântico, ao lado da costa africana. Um bombordo desde o tempo dos ciclos das especiarias e do ouro. Como disse em Lagoa há seis anos, onde voltarei em breve, o nosso bombordo é, e continua a ser, o lado de onde avistamos África, tendo a proa apontada a Sul, a esse imenso Brasil, de novo um dos nossos destinos de excelência, o nosso bombordo económico faz-se também no cruzamento do Turismo com o Imobiliário.

Falar hoje em Turismo que se cruz com Imobiliário é falar também em internacionalização e em reabilitação urbana, dois desafios que caminham lado a lado, às vezes de mãos dadas, e que são indispensáveis como pilares do mercado imobiliário português, nomeadamente no que respeita à dinamização do mercado de arrendamento urbano e também do mercado do imobiliário turístico. Tudo isto volta a ser tema no seminário nacional da rentrée da APEMIP, no próximo mês de Agosto, emblematicamente marcado para o primeiro dia dessa grande mostra da actividade algarvia que é a FATACIL em Lagoa – a trigésima sexta FATACIL.

Registando que alguns valores, nomeadamente o dos números das transacções imobiliárias, apontam no sentido de uma recuperação, na generalidade, do sector imobiliário em Portugal, reequacionaremos obrigatoriamente no próximo encontro de Lagoa, a realidade dos mercados mais virados para a segunda habitação e para o turismo residencial. Desejando um regresso à saudável velocidade que tais mercados requerem, não podemos nem devemos esquecer o debate, urgente, da necessidade de uma reinvenção por parte dos nossos destinos turísticos mais clássicos. 

Na procura, por parte do imobiliário, nomeadamente turístico, de novos mercados que substituam os habituais, inclusivamente como uma boa alternativa de investimento.

Luís Lima
Presidente da CIMLOP
Confederação da Construção e do Imobiliário de Língua Oficial Portuguesa
presidente@cimlop.com 

Publicado no dia 24 de Julho de 2015 no Sol

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